sábado, 15 de agosto de 2009

Em política, ódio prejudica quem odeia

Trechos da coluna de Mariano Grondona, no La Nacion (28).

Emanuel Kant observou que algumas paixões são tão destrutivas que "sempre" são prejudiciais e não suportam, portanto, nenhum "meio termo". Este é o caso do ódio porque, seja grande ou pequeno, sempre prejudica tanto ao odiado como ao odiador. Desde a intolerância até a vingança e o ressentimento, o ódio é executado através de diversos canais. De acordo com Kant, o ódio é condenável de qualquer ponto de vista.
Uma inquietante pergunta: não temos sido, ao longo da nossa história, uma nação de “odiadores” no meio da qual o “sectarismo", ou seja, a adesão a uma parte, como se ela fosse o todo, nos impediu cada vez mais de provar os frutos da unidade, cuja chave é que cada setor reconheça a si mesmo, igual a seu "inimigo" transformado em "adversário", como a "parte” de um "todo" universal e não como uma parte que pretende ser um "tudo separado?.

Fonte:Blog do Cesar Maia

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Na Educação Fìsica, em vez de formar atletas, analisar a Cultura Corporal


PARA ESPECIALISTA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, A FUNÇÃO DA DISCIPLINA É INVESTIGAR COMO OS GRUPOS SOCIAIS SE EXPRESSAM PELOS MOVIMENTOS

Rodrigo Ratier mailto:rodrigo.ratier@abril.com.br

De todas as disciplinas do Ensino Fundamental, provavelmente a Educação Física foi a que sofreu transformações mais profundas nos últimos tempos. Mudanças pedagógicas e na legislação fizeram com que até mesmo sua missão fosse questionada. Se até a década de 1980 o compromisso da área incluía a revelação de craques e a melhoria da performance física e motora dos alunos (fazê-los correr mais rápido, realizar mais abdominais, desenvolver chutes e cortadas potentes), hoje a ênfase recai na reflexão sobre as produções humanas que envolvem o movimento. Se antes o currículo privilegiava os esportes, hoje o leque se abre para uma infinidade de manifestações, da dança à luta, das brincadeiras tradicionais aos esportes radicais. Ecos da perspectiva cultural, que domina pesquisas e ganha cada vez mais espaço nas escolas.
Considerado um dos principais investigadores dessa tendência, o professor Marcos Garcia Neira, da Universidade de São Paulo (USP), defende que a principal função da Educação Física escolar é analisar a diversidade das práticas corporais da sociedade - mesmo as consideradas mais polêmicas, como danças do tipo funk e axé. Amparado por 17 anos de docência na Educação Básica e pela participação na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e das Orientações Curriculares do município de São Paulo, Neira discute essa questão provocadora e avalia os principais desafios da disciplina.

Por que a Educação Física mudou tanto nos últimos anos?

MARCOS GARCIA NEIRA Foi uma mudança que acompanhou uma série de outras transformações. Na sociedade, grupos que não tinham sua voz ouvida ganharam espaço, o que impactou o currículo. A escola, antes voltada apenas para o conhecimento acadêmico ou a inserção no mercado, passou a visar a participação do aluno em todos os setores da vida social, o que mexeu com os objetivos da área. E a própria legislação, que desde a década de 1970 apontava um compromisso com a melhoria da performance física e a descoberta de talentos esportivos, foi substituída em 1996 pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que propõe que a Educação Física seja parte integrante da proposta pedagógica da escola.

Na prática, quais foram as principais transformações?

NEIRA Eu acredito que a Educação Física passou a ser reconhecida como um componente importante para a formação dos alunos. Antes, eram comuns as aulas fora do período regular, as dispensas por motivos médicos ou a substituição por atividades pouco relacionadas com a área, como conselhos de classe, por exemplo. Tudo isso colaborou para construir, na cabeça de alunos e professores, a representação de uma disciplina alheia ao projeto escolar, que servia apenas como recreação ou passatempo e não tinha nenhum objetivo pedagógico. Hoje, essa concepção não é mais dominante.

Qual é o objetivo da Educação Física escolar hoje?

NEIRA É o mesmo objetivo da escola: colaborar na formação das pessoas para que elas possam ler criticamente a sociedade e participar dela atuando para melhorá-la. Dentro dessa missão, cada disciplina estuda e aprofunda uma pequena parcela da cultura. O que a Educação Física analisa é o chamado patrimônio corporal. Nosso papel é investigar como os grupos sociais se expressam pelos movimentos, criando esportes, jogos, lutas, ginásticas, brincadeiras e danças, entender as condições que inspiraram essas criações e experimentá-las, refletindo sobre quais alternativas e alterações são necessárias para vivenciá-las no espaço escolar.

Como deve ser uma aula ideal?

NEIRA Certamente não deve ser a do tipo "desce para a quadra, corre, corre, corre, sua, sua, sua e volta para a sala". A Educação Física proposta na escola não pode ser a mesma proposta em outros espaços. Se é apenas para o aluno se divertir, existem lugares para isso - ginásios públicos e centros comunitários, por exemplo. Se é somente para aprender modalidades esportivas, melhor procurar um clube ou uma academia.

A escola não serve para formar atletas, mas para refletir e entender as manifestações culturais que envolvem o movimento. Um exemplo concreto: como abordar o futebol nessa perspectiva?

NEIRA O trabalho pode começar com a turma experimentando jogar futebol, mas não pode parar por aí. A vivência de qualquer modalidade na escola exige reflexão e adaptação. Propondo uma pesquisa, é possível levar os alunos a conhecer outros tipos de futebol - de campo, de quadra, de areia, feminino -, conhecer quem pratica o esporte hoje, como se jogou no passado e como se pode jogar na escola. É importante que eles saibam, por exemplo, que o esporte já foi praticado sem juiz, que os atletas não tinham números na camisa e que o pênalti era cobrado de outra maneira. Com base nessas informações, voltam à prática já atentos a novas questões: é preciso arbitrar os jogos? Como fazer meninos e meninas participar simultaneamente? E as crianças com deficiência?

Apesar de a disciplina ter se tornado mais reflexiva, as atividades práticas continuam sendo importantes?

NEIRA É claro. A vivência segue sendo fundamental porque é somente por meio dela que a turma sente a necessidade de fazer adaptações, algo presente em todas as modalidades. Afinal, elas se transformam conforme "conversam" com a sociedade. O voleibol, por exemplo, mudou seu sistema de pontuação principalmente para se adaptar às transmissões de TV. Essa lógica vale para todas as manifestações corporais, mesmo as mais lúdicas. Quando alguém brinca de pega-pega na rua, brinca de certo jeito. Quando vai brincar com 35 crianças na escola, precisa adaptar a atividade para que ela funcione.

Campeonatos e festivais esportivos continuam tendo espaço?

NEIRA Particularmente, acho que montar uma seleção com seis a 12 alunos e deixar 300 sem aula para disputar uma competição é fabricar adversários. Não podemos partir do pressuposto de que um pequeno grupo vai ser privilegiado e participar da atividade enquanto a maioria vai apenas torcer, ou nem isso. Agora, se os educadores consideram a competição algo importante, é possível, sim, organizar eventos, mas de uma perspectiva diferente. Sugiro, por exemplo, combinar de levar uma turma de 5ª série para jogar com a de uma escola próxima, negociar regras, fazer todo mundo participar da experiência e realizar uma avaliação conjunta depois, discutindo o que os jovens acharam da atividade e como melhorá-la numa próxima vez.

Como lidar com crianças que demonstram especial habilidade em alguma modalidade esportiva?

NEIRA Devemos estimulá-las a prosseguir. Entretanto, o lugar para continuar com o trabalho não pode ser a escola, mas instituições especializadas para a prática esportiva. A escola tem como função ajudar a compreender o mundo e sua cultura. Não há como desenvolver um projeto esportivo se o que se pretende é contemplar todos os alunos.

Alguns países, como Estados Unidos e Inglaterra, usam as escolas como base para revelar atletas. Isso pode ser uma alternativa para o Brasil?

NEIRA O incentivo ao esporte visando a participação em eventos internacionais já foi a política oficial da Educacão Física em nosso país na década de 1970. Não deu certo. Ainda que algumas nações vejam na disciplina uma forma de aprimorar o desenvolvimento motor e físico, esse enfoque competitivo e as atividades de treinamento costumam ocorrer em momentos extra-aula.

Como saber quais esportes, jogos, lutas, danças e brincadeiras devem fazer parte do currículo?

NEIRA O ponto de partida é sempre o diagnóstico inicial. O interessante é que esse mapeamento do patrimônio cultural corporal da turma - as práticas ligadas ao movimento que os alunos conhecem ou realizam - revela uma realidade mais diversificada do que imaginamos. A garotada brinca de esconde-esconde, conhece skate pela TV, tem algum parente que pratica ioga e conhece malha ou bocha porque os idosos jogam na praça. É possível ainda fazer outros mapeamentos. O professor pode passear pelo bairro observando manifestações corporais e equipamentos esportivos.

Mas é preciso escolher algumas práticas no meio de tanta diversidade. Como fazer isso?

NEIRA Antes de mais nada, é fundamental ter em mente as finalidades do projeto pedagógico da escola - devemos lembrar que a Educação Física não pode ser uma prática alienada. Além disso, a perspectiva cultural da disciplina considera quatro princípios importantes na definição do currículo. O primeiro é que a matriz de conteúdos deve dialogar com todos os grupos que compõem a sociedade - e trabalhar só com esportes modernos contradiz esse princípio. O segundo é a noção de que o aluno precisa enxergar na sociedade as manifestações que está estudando. O terceiro é entender e respeitar as possibilidades de cada estudante, evitando, por exemplo, as avaliações por performance. E o quarto é o professor repensar constantemente a própria identidade cultural para aperfeiçoar o currículo.

Qual deve ser a postura da escola quando a cultura corporal dos alunos inclui danças como o funk e o axé?

NEIRA Não devemos fechar os olhos para essas manifestações, pois podem ser danças que os estudantes cultuam fora da escola. Isso não significa que devemos ficar apenas com aquilo que eles conhecem. Se o professor focar só os aspectos superficiais do funk e do axé, ensaiando coreografias, por exemplo, não estará cumprindo seu papel. Por outro lado, um trabalho crítico ajuda as crianças a analisar e interpretar o que são essas danças, contribuindo para que elas conheçam a própria identidade cultural e entendam quem são. A chamada cultura de chegada dos estudantes é um bom ponto de partida para um trabalho em direção a uma cultura mais ampla.

A escola deve sempre fazer essa ponte entre o repertório conhecido e o desconhecido. Como isso funciona na prática?

NEIRA É preciso transformar o conhecimento dos alunos em objeto de análise e investigação pedagógica. Considero válido, por exemplo, um projeto que aborde o funk e o axé no contexto de outras danças contemporâneas, estudando as letras, entendendo o que está embutido nelas, as práticas interessantes ou desinteressantes que acompanham essas manifestações. Em seguida, é possível convidar dançarinos ou trazer vídeos para apresentar outras danças, ampliando o repertório da turma. É um trabalho multicultural porque considera diversos tipos de prática corporal, mas é um multiculturalismo crítico porque questiona e analisa cada uma delas.

Como desenvolver o senso crítico?

NEIRA Comparando, indagando e aprofundando conteúdos para que a turma reflita. Depois de pular amarelinha, pense por que existem as "casas" do céu e do inferno. Durante o estudo dos exercícios físicos, reflita por que a academia se transformou numa espécie de espaço sagrado da saúde se as qualidades físicas alcançadas por lá também são obtidas, de graça, no parque. Uma Educação Física que trabalha apenas com o movimento não constrói esse senso crítico.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ronalducho e Pelé? Dinheiro ou felicidade?

O melhor texto que li para a gente refletir sobre a vida neste dia de Natal foi publicado em O Globo na edição do último dia 19, sexta-feira. Guardei-a para partilhar com vocês hoje o artigo “Ronaldo está doente”, do escritor Roberto Lima Netto, ex-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional.
O leitor pode, com toda razão, me indagar o que têm a ver com o Natal o antigo Ronaldo Fenômeno, hoje mais conhecido por Ronalducho, e o eterno Rei Pelé.
Mas, certamente, entenderá as lições que nos dão estes dois ídolos do futebol, um em episódio do início da sua longa trajetória e outro em precoce final de carreira, ao ler os trechos selecionados que publico abaixo.
No final deste post comento uma coincidência digna de Natal: por uma destas finas ironias da vida, na seção “Há 50 anos” da mesma edição de O Globo, o jornal publica a nota “Pelé dá lição de humildade a colegas”, escrita quando o futuro Rei ainda estava apenas começando.
Primeiro, Roberto Lima Netto:
“Uma epidemia assola a civilização ocidental e se espalha rapidamente pelo mundo.
Ronaldo, um menino bom de bola, descoberto no São Cristóvão, de saudosa memória, passou por grandes clubes no Brasil e no mundo. Teve a sorte de fazer carreira em um tempo em que os bons esportistas nunca foram tão bem remunerados pelo uso de sua imagem.
Provavelmente, Ronaldo ganhou, em um único ano, mais do que Pelé em toda sua carreira. Ronaldo é milionário, mas está doente, uma perigosa doença do mundo moderno.
E qual é essa doença?
O homem ocidental acha que a felicidade se compra com dinheiro. Se está infeliz, compra uma casa nova, um carro novo, dois, três. Essa doença se chama materialismo. Muitos ainda não perceberam que a satisfação da próxima compra é fugidia, dura pouco tempo.
Para comprar mais, alguns trabalham mais e mais, dezesseis horas por dia, inclusive sábados e domingos. Têm que subir na vida, têm que ganhar mais dinheiro para, depois de ricos, serem felizes. Será que serão?
Deixando em segundo plano a família, sem tempo para os filhos, que tentam comprar com grana, não entendem quando eles se perdem nos descaminhos da vida(…)
Voltemos ao nosso herói, Ronaldo, cujo problema não é excesso de trabalho, mas de dinheiro. Ele declarou que o Flamengo é seu time de coração. Com a fortuna que ganhou, poderia jogar mesmo sem salário. Seria um golpe magistral, e vou explicar a razão.
Ronaldo sofre a doença do materialismo. Deixou de lado a felicidade de jogar no time do coração para ganhar uns trocados a mais _ para ele, trocados mesmo (…).
Estamos usando um episódio da vida de um homem famoso, um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos, em busca de uma lição. O homem atual se ilude quando pensa que mais dinheiro lhe trará mais felicidade. Felicidade não se compra com dinheiro. Às vezes, até atrapalha”.
Volto eu. Agora vamos voltar 50 anos no tempo e falar de um episódio do início da carreira daquele que se tornaria o maior jogador de futebol e o brasileiro mais famoso de todos os tempos. Saiu em O Globo de 19 de dezembro de 1958, seis meses depois do futuro Rei se sagrar campeão do mundo, aos 17 anos, na Suécia:
“O craque Pelé, da nova geração do futebol brasileiro, acaba de dar um grande exemplo aos seus colegas velhos e novos. O artilheiro recordista do Brasil _ fez 58 goals este ano _, encontrando-se com o presidente da Federação Paulista de Futebol, Mendonça Falcão, afirmou que estava pronto para disputar uma vaga na seleção para o Sul-Americano. Declarou, ainda, que deseja fazer goals em Buenos Aires.
Mas pedia apenas uma coisa aos dirigentes do futebol bandeirante: “Espero poder passar o Natal e o Ano Novo com a minha mãe, em Bauru. Depois estarei o ano todo à disposição do Santos, da FPF e da CBD”. Para um jovem de 18 anos, nada é preciso acrescentar.”
Nem eu acrescentaria mais nada, se, ainda na mesma edição do mesmo jornal, não tivesse lido uma notinha publicada na coluna do competente Renato Maurício Prado sobre a demissão do ex-craque Adílio, que dirigia os juniores do clube há quatro anos, com ótimos resultados:
“Bebeto, companheiro do técnico em seus tempos de jogador, se diz inconformado e preocupado com a atual situação das divisões de base rubro-negras. Cogita até transferir seu filho Matheus, de 15 anos (uma das maiores promessas do clube), para o São Paulo”.
Bebeto pai, hoje apenas torcedor do Flamengo, certamente está mais preocupado com a felicidade do que com o dinheiro que Matheus filho pode ganhar na vida. Para isso, nem precisa ser um novo Pelé. Basta não virar um novo Ronaldo, o triste menino rico do nosso futebol.

Fonte: Balaio do Kotscho

sábado, 2 de maio de 2009

"QUE ISSO AÍ?' NA ALERJ

MARCOS MAGALHÃES É RECEBIDO PELO DEPUTADO FERNANDO GUSMÃO
Na última quarta-feira, durante visita à Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), o professor e também presidente da Associação Recreativa e Cultural Bloco Carnavalesco Que Isso Aí?, Marcos Magalhães, foi recebido em audiência pelo deputado Fernando Gusmão (PC do B).
Na ocasião, o deputado apresentou alguns de seus projetos, entre eles o PROUNI Estadual e a criação das áreas de proteção do ambiente cultural (APAC), explicando ao professor de que formas estes projetos podem ser aplicados em Miguel Pereira.
Fernando Gusmão, que já foi líder estudantil e presidente da UNE, afirmou ser Marcos Magalhães um das grandes lideranças jovens da Região Centro-Sul do Estado na atualidade, destacando ainda a importância da participação da juventude na política.
Durante a audiência, Marquinho Magalhães aproveitou a oportunidade para solicitar do deputado apoio para realização de projetos esportivos e culturais do Bloco “Que Isso Aí?” em nosso município.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Prof. Marcos leva alundos de Japeri para os JEEPS



Em iniciativa inédita nas escolas do município de Japeri, a Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) Cyrene de Moraes, participou dos Jogos Estaduais das Escolas Públicas.
Tal iniciativa surgiu através do professor Marcos Magalhães, que teve total apoio da direção na realização de tal evento, que deixou os alunos orgulhosos, pelo fato de terem representado seu munícipio em um torneio onde se faziam presentes equipes de todo o Rio de Janeiro.


quinta-feira, 19 de março de 2009

Fundo do Baú: Coluna "Trocando uma idéia"


Atendendo a pedidos, a cada atualização do blog, estarei reeditando no espaço "do Fundo do baú" algumas das matérias escritas por mim, enquanto colunista do Jornal Panorama Regional, nos anos de 2004 e 2005.Começo reeditanto matéria do da 17/01/05. Era uma poesia que havia feito em homenagem póstuma ao celular que tinha acabado de perder. Três anos depois, eis que a mesma matéria se mantém atual, uma vez que se fez recente a em minha vida a perda de novo celular, mais especificamente, durante o Cabofolia.


O PREÇO DE UMA AMIZADE

Estou entorpecido de alegria,
comprei um celular de alta tecnologia;
cheio de sacanagens,
daqueles que enviam mensagens;
um celular da pesada,
daqueles que identificam chamadas;
um celular na moral,
com câmera digital;
celular com diversas utilidades,
e inúmeras banalidades;
existe um detalhe porém,
não recebi telefonema de ninguém;
mensagem não pude enviar,
não tive para quem mandar;
ainda não gastei meu cartão,
não tive para quem fazer ligação;
não tirei foto, mas que ironia,
pois não tive companhia.
Oh, celular imbecil!
Gastei uma grana e você me traiu;
se soubesse que não falaria comigo,
teria comprado um amigo.

(poema criado em plena Terça-feira de Carnaval, durante um momento de "embriaguez" inspiratória, de um colunista frustrado pela perda de seu celular)

e-mail para esta coluna: marquinhoj@ig.com.br

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A representatividade democrática


Sempre em eterna discussão intelectual no país, nosso sistema político se encaixa em uma das vertentes da democracia clássica, a ala representativa, que se opõe à participativa, e atua soberana no Estado nacional atualmente.
O crescimento populacional em paralelo com uma organização espacial menos redundante, fez com que a democracia direta (onde os cidadãos decidem diretamente cada assunto por votação) perdesse espaço no cenário sócio – político mundial em função da democracia representativa. As complexidades trazidas pelas transformações dos grandes centros urbanos, mostra a necessidade de uma certa especialização de tarefas, inclusive administrativas, ao passo que o Estado precisa de um mínimo de oficiais eleitos.
A frase "governo do povo, pelo povo e para o povo", pode cristalizar, de forma teórica, a essência do sistema representativo, que tem como alicerces teóricos alguns pontos como: direito a voto, igualdade perante à lei, plebiscito etc.
Nela, o governo é exercido em função do bem comum. Visa o aperfeiçoamento de todos, dando-lhes iguais oportunidades, favorecendo a aquisição dos meios básicos e necessários a esse aperfeiçoamento, defendendo os direitos do homem e facilitando-lhe o cumprimento dos seus deveres.
Na democracia, o povo participa do governo pelo voto, pelo plebiscito. As Leis, medidas, emendas e programas sócio – econômicos saem daqueles que foram escolhidos pela população para serem seus fieis representantes. Este regime de governo não é sistema fechado e rígido. Qualquer cidadão pode se tornar representante do povo e passar a legislar como representante da sociedade também. Ele se molda conforme as necessidades e a evolução do povo.
O governo democrático age "livremente" na pauta das leis e projetos em vigor, mas o povo a fiscaliza e julga através de eleições e plebiscitos. A democracia promove, nos indivíduos, o senso da própria dignidade e responsabilidade, já que depende dele a eleição ou não, de seus representantes legais no governo. Garante melhor os direitos da pessoa humana, pois os oficiais eleitos estão ali, única e exclusivamente, no intuito de dar em troca do voto, subsídios para que os indivíduos tenham qualidade vida, mobilidade social e todos os seus direitos garantidos por leis.
Outro ponto que sustenta as bases alicerçais democráticas é o princípio do "Pro Deo", onde o Estado deve favorecer a prática das Leis superiores que tem a sua última instância em Deus, e garantem que novas idéias não suprimam a liberdade social do povo.
A grande questão fica por conta de que todos esses pressupostos teóricos vão pelo ralo quando o país assume um sistema democrático, mas não possui bases estruturais para mantê-lo de forma correta e sustentável.
Em países subdesenvolvidos a democracia que se instala é apenas mais "braço" da dominação política neo – liberal, escondida atrás de programas assistencialistas, grandes empréstimos e garantia de dependência externa.
Quando a sociedade não toma consciência política do voto, ele deixa de ser uma forma de participação popular e passa a ser mais um mecanismo alienador. Com isso há um afastamento natural entre quem vota e quem é votado. O esvaziamento ideológico e a banalização do debate político fazem com que os cidadãos votem em função de medidas imediatistas, assim, logo depois de eleito, político e indivíduo se afastam, ao passo que um não fiscaliza o outro e o outro não repassa as necessárias benesses para que o povo possa viver de forma igualitária e plena.
A experiência mostra que a democracia quando bem conduzida, e ajudada por uma população politizada e coscientizada faz com que os países democráticos se desenvolvam mais a contento de todos, com mais rapidez e eficiência do que os totalitários. Quando praticada nos países de maior cultura política, é tão bem aceita, que até os regimes ou movimentos totalitários se declaram democráticos.
Antes da instalação de qualquer sistema político a sociedade precisa estar preparada, não só para manter o determinado sistema, mas também para operá-lo de forma sustentável e produtiva, só assim a democracia se torna um mecanismo político interessante. Se a organização social continuar da mesma maneira, os meios democráticos se limitam a ser mais um tentáculo da política capitalista para segregar, alienar o povo, e para que paire no ar uma pseudo – sensação de liberdade.

domingo, 16 de novembro de 2008

CARO LEITOR, VOCÊ VIVEU A UM DIA HISTÓRICO. AS PESQUISAS ERRARAM: OBAMA GANHOU DE GOLEADA.

. A vitória de Obama é espantosa.
. A vitória de Obama é espantosa. . Foi preciso o neoliberalismo de Ronald Reagan-Margaret Thatcher-Pinochet-Fernando Henrique Cardoso ser enterrado na mesma vala em que se depositou o Muro de Berlim.
. Foi preciso que os Estados Unidos perdessem duas guerras – a do Iraque e a do Afeganistão.
. Foi preciso haver um presidente Bush, o mais impopular dos presidentes americanos, que explorou o medo como expediente eleitoral e construiu a coalizão mais reacionária da recente historia política americana.
. Foi preciso fazer a mais profunda intervenção estatal na economia americana para salvar Wall Street.
. Só assim, numa situação-limite, à beira do precipício, a sociedade americana foi capaz de eleger um negro, de esquerda, Presidente dos Estados Unidos.
. De forma esmagadora.
. Obama ganhou nos Estados Unidos inteiro: ele não é apenas um presidente da costa Leste (Nova York) e da costa Oeste (Califórnia).
. Ele É um presidente de todos os americanos.
. Em Nova York, onde foi a festa?
. No Harlem!
. A mensagem de inclusão política e social de Obama derrotou os Republicanos, e também o Establishment democrata, controlado pelo casal Clinton.
. As pesquisas de opinião pública erraram nos Estados Unidos: não previram a vitória de goleada do Obama. Especialmente a vitória ampla e indiscutível, tão cedo, no Colégio Eleitoral.
Duas horas da manhã: OBAMA É O NOVO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS !!!
. Eu Vi!
. Ninguém imaginou que a essa hora, duas horas da manha em Brasília, um negro pudesse ser considerado presidente dos Estados Unidos, tão cedo.
. Eu gostaria de estar no Grant Park, em Chicago, à beiro do lago Michigan onde já corri como pseudo maratonista.
. E re-encontrar Jesse Jackson, em prantos, ele que foi um dos pioneiros dessa batalha dos negros americanos, na geração pós-Martin Luther King Jr.
. E estar ali na multidão e dizer: EU VI!
. Ou entoar aquele canto de inspiração bíblica: Yes! We can!
. Obama não será um Lula.
. Obama não vai se eleger pela esquerda e governar pela direita.
. A proposta de Obama é outra: ele é presidente de TODOS os americanos!
. Hoje, no mundo inteiro, todos votaram em Obama!
. Yes, we can!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Bloco Que isso Aí realiza evento para comemorar seus 5 anos de história

classificação: 18 anos

Que rufem os tambores! Que aqueçam os tamborins!! Afinal, o Bloco Que Isso Aì prepara-se para a realização de seu mais novo evento! Após o êxito de seu Carnaval 2008(com direito a tenda no centro da cidade e mega show em seu camarote VIP) e a destacada participação de seu núcleo esportivo no Desafio o Globo de Futsal, a entidade enfim retoma seu ciclo de atividades no município.
Em virtude das próximidades do aniversário do Bloco, será realizada uma Mega Chopada comemorativa, tendo em vista festejar junto aos foliões, fiéis seguidores do Que Isso Aí e principais responsáveis pela trajetória de sucesso do Bloco, os 5 anos de história da mais nova sensação do carnaval miguelense.
A Festa de aniverário do Que Isso Ai será realizado no dia 15 de novembro (feriado), a partir das 15 horas, no Antigo Hotel Pedras Brancas (próximo ao Posto Texaco). Serão liberadas 100 caixas de cerveja para a galera, que se divertirá com a presença a presença da nossa bateria nota 10, de DJ Fred e convidados, e também com o grupo Facha Samba Clube, diretamente do Rio de Janeiro.
As vendas serão realizadas a partir do dia 1 de novembro, sendo cobrado o valor antecipado de R$7,00 para damas e R$12,00 para cavalheiros. Ponto de vendas na loja Bahall Calçados de Miguel Pereira (falar com Gustavo) ou em nossos postos itinerantes, distribuídos pela cidade.
O evento, que terá quantidade de ingressos limitada, marcará o início das atividades do Que Isso Aì para o Carnaval 2009, onde o Bloco promete, mais uma vez, surpreender a galera com muitas novidades. Sendo assim, contamos com a presença de vocês em nossa festa!!!
Maiores informações: 24-81377006 (Gustavo), 24-98110391(Rodrigo), 24-92354024 (Andrei)

domingo, 26 de outubro de 2008

Organizações Globo se rendem ao poder da Record

A Record confirmou anteontem a venda dos direitos das Olimpíadas de Londres de 2012 para a Globosat e, discretamente, soltou fogos de alegria. A festa só vai acontecer mesmo quando a transação tiver o OK do Comitê Olímpico Internacional (COI), que vai garantir o negócio de aproximadamente US$ 22 milhões. É a primeira vez que a Record comanda um esquema desse porte. No passado, era o canal que comprava da Globo os direitos do Campeonato Brasileiro e Paulista. Velhos tempos aqueles.
Uma fonte da direção da Record garante que a venda vai ser positiva para os dois lados. Mas é claro que a exclusividade para a TV aberta nas mãos da Record vai mexer com o mercado publicitário brasileiro e até com a liderança nos índices de audiência.
– Vamos gozar da mesma audiência que a TV Globo conquistou durante as Olimpíadas de Pequim, que não foi pequena. Mas temos uma outra grande vantagem. O fuso horário de Londres está a nosso favor: serão apenas de três a quatro horas à frente do Brasil. Veremos os jogos às 20h ou 22h, e não de madrugada, como aconteceu este ano – explica um executivo da emissora.
Em média, o Ibope da TV Globo durante os Jogos Olímpicos foi de 15 pontos. A grande festa de abertura registrou 19 pontos, com 23% de participação.
– Vamos ter uma outra relação com o mercado publicitário e com os telespectadores. Na hora dos jogos, todo mundo vai querer ver os representantes do Brasil, a performance do atleta, de maneira individual ou coletivamente. Tudo atrai o público.
A Record, que também tem os direitos da transmissão dos jogos para as outras mídias, como internet – já vendidos por US$ 7 milhões para o Portal Terra – rádio e telefonia, sabe que vai conquistar outros parceiros com a aproximação da data do evento.
Ao calcular seu investimento de US$ 60 milhões firmado em 22 de maio de 2007, o canal vê que já abateu praticamente 50% desse valor com a Globosat (leiam-se canais SporTV) e com o Terra, sem falar nas várias cotas de patrocínio que serão firmadas a partir do ano que vem. O executivo da Record explica que há uma hierarquia na seleção de patrocínios. Têm prioridade, por exemplo, os que anunciaram nas olimpíadas anteriores.
Depois da contratação do jornalista Maurício Torres, que deixou a TV Globo, a Record começa a selecionar outros profissionais com experiência em assuntos esportivos. A equipe do departamento, que fica em São Paulo, tem 40 pessoas e vai crescer bastante. Além de Londres, a emissora tem também nas mãos os direitos dos Jogos Olímpicos de Inverno, de Vancouver, em 2010, e dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, em 2011. Assim, os três maiores eventos esportivos dos próximos anos serão exibidos pelo canal.
– Os contratos com Vancouver e Londres foram assinados num pacote só – afirma o representante da Record, que tentou, mas não conseguiu, os direitos da transmissão da Copa do Mundo.
Sobre a presença da torcida, o executivo afirma:
– Se já apareceram muitos brasileiros em Pequim, imagina nas Olimpíadas de Londres.
A estratégia da emissora, que tem como slogan “A caminho da liderança”, começou em 2004, ao dar início aos investimentos em dramaturgia (com o remake de um sucesso da Globo, a novela A escrava Isaura), na compra de filmes e de programas esportivos. A assinatura com os estúdios da Universal e a compra de séries de sucesso, como House e Seinfeld , fizeram parte desse movimento, que incluiu a aquisição dos estúdios de Renato Aragão, no Rio.
A ampliação da área, de 40 mil para 200 mil metros quadrados, em Vargem Grande e a construção de mais cinco estúdios, no total de oito, também mudaram o mercado da teledramaturgia brasileira. Foram abertas novas vagas em todas as áreas de produção, gerando maior competitividade.

FONTE: JB Online

Marcos Magalhães e Movimento da Juventude Consciente agradecem à expressiva votação obtida nas eleições 2008

a juventude consciente do município mostrou sua força, e mostrou que quando engajados, podem construir uma nova realidade é possível


Miguel Pereira, 7 de outubro de 2008.

Amigos e amigas,

Venho por meio desta, agradecer à expressiva votação recebida no dia 5 de outubro.
Foram 3 meses caminhando bairro por bairro, visitando casas, conhecendo ainda mais nossa Miguel Pereira, não apenas em seu aspecto geográfico, mas sim no que tange aos desejos e necessidades da população.
Tenho consciência de que combati o bom combate, tendo feito uma política séria, pautada na ética, caráter, e principalmente, na apresentação de idéias e propostas concretas, para ias e propostas vi, mostrando nossas prbroinho e confiança depositados. e um muiiguel Pereira, na construção de uma Miguel Pereira melhor.
Graças a vocês, caros eleitores, obtive, mais que o dobro de votos que no pleito anterior, tendo alcançado segunda suplência e a maior votação da coligação, em cada uma das 24 seções eleitorais localizadas no centro da cidade.
Sendo assim, meu muito obrigado a todos, pela confiança depositada. Fica também, meu agradecimento, aos moradores dos diversos bairros do município, que de forma tão carinhosa e esperançosa receberam-me ao longo da campanha. Deixo ainda, um muito obrigado especial aos companheiros que tão brilhantemente trabalharam pela realização dos nossos sonhos.
Sonhos não morrem, adormecem em nossa alma, para um dia retornar. Por isso, ainda que não eleito, prometo honrar todos os votos recebidos, trabalhando (como professor efetivo do nosso município, e também através dos projetos realizados pelo grupo de jovens que represento) para que a Miguel Pereira que temos, possa um dia tornar-se a Miguel Pereira que tanto queremos. Esse é o meu compromisso. Podem acreditar. Afinal, agora tenho 236 motivos a mais para continuar.

Forte Abraço a todos,

Marcos Magalhães

As campanhas sao importantes???

Essa eu li no blog do Cesar Maia, e resolvi também colocar em meu blog, tendo como objetivo socializar alguns conhecimentos de marketing político às pessoas que gostem do tema. São alguns pensamentos selecionado do livro Thomas Holbrook: As campanhas são importantes, e que podem servir para projetar esse final de campanha a prefeito

1. Como o valor da informação diminui com o aumento do volume de informações, os eventos que acontecem no início do período de campanha têm um potencial maior de influenciar os eleitores do que os eventos que ocorrem na parte final. "Lei" do rendimento decrescente das informações.
2. A opinião básica sobre os candidatos não vai mudar na fase final.
3. Os partidos na campanha não são fonte de informação. A campanha é centrada no candidato.
4. O eleitor conservador é mais constante que o de esquerda.
5. Os últimos a decidir (indecisos) não tendem a votar no candidato do governo.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

MJC escolhe Marcos Magalhães como seu candidato a vereador em 2008

Em reunião realizada no último fim de semana, o Movimento da Juventude Consciente (MJC) confirmou que vai concorrer à Câmara de vereadores de Miguel Pereira, nas eleições deste ano.A reunião, que foi iniciada com um amplo debate sobre a recente pesquisa do IPEA, que afirma que 46,6% dos desempregados do país são jovens, durou cerca de 3 horas, tendo sido discutido pelo grupo de que forma tais dados se refletem em nosso município, e que alternativas podem ser criadas para reduzir esta triste constatação.
Sendo assim, o grupo, que já havia participado do processo político no ano de 2004, tendo inclusive alcançado expressiva votação, decidiu por novamente participar do pleito, objetivando representar os interesses da juventude, e de todos que queiram a construção de uma Miguel Pereira melhor.
A escolha de seu candidato foi realizada através de votação, onde concorriam os jovens Mateus Pardal (DEM), Marcos Magalhães (PMDB) e Rodrigo Machado (PC do B). O grupo, decidiu por novamente apoiar o professor Marcos Magalhães, nascido e criado em nosso município, acreditando que o mesmo tem grandes chances de eleger-se vereador no pleito deste ano.
Uma vez decidido o candidato, o movimento, que também é responsável pela Gestão da Associação Recreativa e Cultural Bloco Que Isso Aí, agora se mobiliza, na construção de seu plano de governo.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

200 anos depois do fim do comércio de escravos, um negro concorre à Presidência dos Estados Unidos

Cerca de 40 anos depois da Suprema Corte dos Estados Unidos ter tomado decisões que acabaram oficialmente com a segregação racial no país, o Partido Democrata está prestes a fazer História ao escolher o primeiro negro para concorrer à Casa Branca.
A escolha coroa a extraordinária campanha de um político que era praticamente desconhecido do grande público há 12 meses. Desde então, Obama usou a internet, uma grande capacidade de organização e uma retórica que lembra os oradores do movimento negro por direitos civis para gerar o entusiasmo que garantiu a ele a vitória sobre a franca favorita, a ex-primeira-dama e senadora Hillary Clinton. Hillary e o marido, o ex-presidente Bill Clinton, controlavam a maior parte da máquina partidária antes de serem atropelados pelo senador em primeiro mandato.
Apesar do racismo e da discriminação persistirem nos Estados Unidos, Obama foi capaz de construir uma coalizão que juntou o entusiasmo dos jovens com o apoio dos democratas mais ricos e mais educados, que foram seduzidos pelo slogan do "Sim, Podemos", pela promessa de acabar com a guerra do Iraque e a prisão de Guantánamo e de promover uma reforma completa da política doméstica e externa dos Estados Unidos depois de dois mandatos de George W. Bush.
Mas a escolha do Partido Democrata não deixa de ser extraordinária: há apenas cinco décadas, em algums regiões dos Estados Unidos - especialmente no Sul - a segregação entre brancos e negros era política oficial. Só em 1954, na famosa ação Brown vs. Board of Education, a Suprema Corte do país derrubou oficialmente a segregação nas escolas. A escolha de Obama acontece dois séculos depois da proibição do comércio de escravos nos Estados Unidos.
Acima de tudo, Barack Obama representa a possível mudança de geração no comando dos Estados Unidos. O senador, se eleito, assumirá com apenas 47 anos de idade. Parece incrível, mas todo americano de menos de 19 anos de idade só conhece a Casa Branca ocupada por um Bush ou um Clinton.
Abaixo, a tradução do discurso que virou hit de sucesso nos EUA, tenso sido gravado por atores e músicos americanos.

Sim, nós podemos

Foi um credo escrito nos documentos da fundação e que declararou o destino da nação.
Sim nós podemos.
Foi sussurrado por escravos e abolicionistas conforme percorriam o caminho para a liberdade.
Sim nós podemos.
Foi cantado por imigrantes conforme iam surgindo de costas distantes e os pelos pioneiros enquanto empurravam para oeste contra a terra selvagem.
sim nós podemos.
Era o chamamento de trabalhadores que se organizavam; das mulheres que procuravam votar; de um Presidente que escolheu a lua como a nova fronteira; e um rei que nos levou ao topo da montanha e apontou na direcção da terra prometida.
Sim nós podemos a justiça e a igualdade.
Sim nós podemos a oportunidade e a prosperidade.
Sim nós podemos curar esta nação.
Sim nós podemos reparar este mundo.
Sim nós podemos.
Sabemos que a batalha será longa, mas lembrem-se sempre que não importa quais os obstáculos no caminho, nada pode se colocar no caminho do poder de milhões de vozes chamando a mudança.




Professores de Educação Física fazem manifestos em busca de legitimidade


Realizou-se no dia 31 de maio intensa mobilização de professores e estudantes de Educação Física do Estado do Rio de Janeiro, em frente à ALERJ. O mesmo manifesto, intitulado "Educação Física diz não ao trabalho escravo" teve como objetivo protestar contra os baixos salários e más condições de trabalho e desrespeitos com a classe.Concomitante a tal mobilização, professores de educação física de todo o Brasil iniciaram manifesto contra o MEC, repudiando o novo comercial do ENEM, onde ocorre deturpação da imagem e total desrespeito à profissão, que tem se mostrado atuante, principalmente na área escolar, onde tem se destacado, sobretudo em concursos, obtendo maiores notas em relação às demais disciplinas no que tange até ao âmbito pedagógico.
Segundo profissionais da área, tal ação demonstra que o Ministério da Educação desconhece totalmente a luta travada nas salas de aula e quadras de todo este país, em especial pelos professores de Educação Física, para compensar décadas de uma política educacional medíocre, tal como ainda se faz presente. E é por este motivo que a profissão encontra-se em total mobilização, tendo em vista à valorização profissional,e o respeito perante instituições públicas e particulares de caráter empregatício ou não, e perante colegas de ensino e áreas afins.