sábado, 30 de abril de 2011

Personalidades conhecem Projeto Batuque Cultural do Ponto de Cultura Que Isso Aí?


Realizado através de Convênio com a Secretaria Estadual de Cultura e Ministério da Cultura, e em parceria com o Colégio Estadual Antônio Fernandes e Miguel Pereira Atlético Clube, as atividades do Projeto e ações do Ponto de Cultura Bloco Carnavalesco QUe Isso Aí? tem ganhado cada vez mais projeção na região, confirmando a entidade como uma das principais referências culturais do Centro-Sul Fluminense.
Em visita a Miguel Pereira, para tratar de assuntos políticos, o Deputado Federal e tetracampeão Mundial Romário (PSB) fez questão de prestigiar o Projeto, assim como o vocalista do Jeito Moleque, Bruno, que sempre engajado em ações sociais,esteve em Miguel Pereira durante apresentação da banda que é sucesso de público, na Expo Javary.



quinta-feira, 10 de março de 2011

Bloco Que Isso Aí? dribla a chuva e agita Miguel Pereira


Mais um ano e o Bloco Que Isso Aí? continua a movimentar multidões no carnaval de Miguel Pereira. Mesmo debaixo de chuva constante, a animação da galera e a afinação da bateria foram os destaques do desfile, sem falar no camarote do bloco no MPAC, que contou com o show do MC Naldo, que já havia levado milhares de pessoas a FENART no primeiro ensaio oficial do bloco.
O Camarote foi um show a parte no carnaval 2011 de Miguel Pereira. MC Naldo agitou a galera, levando vários foliões ao palco e quebrando todos os protocolos. E do DJ Júnior MP, como sempre, animou o camarote a noite inteira, com uma super produção de som e luz.

Fonte: sites serrazul.net e riobrasil.net

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Enfim o evento mais esperado de 2011...

Miguel Pereira vai parar! Essa a expectativa que se tem em relação ao primeiro ensaio oficial do Bloco Carnavalesco Que Isso Aí, que será realizado sábado, 12 fevereiro, na FENART (Rua Manoel Guilherme Barbosa, s/n°centro-Miguel Pereira- RJ).

Tal evento, que representará a abertura do Projeto Carnaval 2011 da entidade que é Ponto De Cultura da região Sul Fluminense, terá como atrações Mc Naldo e sua banda, sucesso de público em todo Brasilcom as músicas “Chantilly”, “Na Veia” e “Exagerado', e banda Mikerê, sempre presente em grandes micaretas, como VRFolia e JFFOLIA.

O ensaio, que tem apoio da Secretaria Estadual de Cultura e da Prefeitura Municipal de Miguel Pereira, começará impreterívelmente às 22h, sendo possível ainda adquirir ingressos, já no segundo lote, no restaurante Maria Fumaça e na Loja Bahall Calçados, em Miguel Pereira, e com a Janaína em Paty do Alferes. Maiores informações pelo tel: 24- 92354024


Abertas as incrições para o Projeto Batuque Cultural do Bloco Que Isso Aí, Ponto de Cultura do Estado do Rio de Janeiro


O Bloco de carnaval que virou ONG, criado por jovens da cidade de Miguel Pereira iniciará 2011, trazendo para a região, o seu Projeto Batuque Cultural que oferecerá gratuitamente para jovens a partir dos 15 anos que comprovem freqüência escolar oficinas de Percussão, Cultura e Cidadania, Saúde e Meio Ambiente. As inscrições começaram esta semana e encerram em 15 de fevereiro. Quem quiser participar pode se inscrever no escritório da ONG que fica no prédio Centro Empresarial Estrela na rua do Fórum de Miguel Pereira, sito à rua Francisco Alves, 68, apartamento 102. As aulas serão ministradas no Miguel Pereira Atlético Clube grande parceiro e incentivador do Projeto. Mais informações pelo email blocoqueissoai@hotmail.com, pelo site www.queissoai.com.br ou pelo telefone (24) 9235-4024 com Andrei.

FONTE: Jornal Panorama Regional

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A revolução é online e offline



Tentar definir a mobilização popular no Egito como um "milagre da internet" é tão improdutivo quanto ignorar a força da rede na mobilização dos jovens e na transmissão de informações. Por Felipe Corazza. Foto: AFP
A revolução popular em curso no Egito já tem um efeito colateral curioso: a trincheira aberta na discussão sobre o uso da internet – mais especificamente das redes sociais – e dos telefones celulares nos protestos. De um lado, defensores da ideia de que esta é uma “revolução de Facebook e Twitter”. Do outro, as opiniões de que a internet não leva as pessoas às ruas e de que celulares não derrubam governos.
O primeiro ponto de vista ignora que o acesso à web no Egito ainda é relativamente baixo – cerca de 20% da população conectados -, com um número ainda menor para redes sociais. O número de usuários do Facebook fica perto de 5,2 milhões de pessoas, menor, por exemplo, que o número de seguidores de Barack Obama no Twitter. Da população geral, os conectados à rede de Mark Zuckerberg são 6,46%.
Na questão dos celulares, o número de cidadãos conectados não é tão importante quanto a limitação do serviço. Uma das primeiras medidas do governo do ditador Hosni Mubarak quando notícias dos protestos começaram a se espalhar foi cortar parte dos serviços de telefonia móvel. Com uso restrito, os telefones de pouco serviram para organizar mais protestos, convocar mais manifestantes ou mesmo para a imprensa.
Além das restrições físicas, as técnicas de contra-informação também limitam a possibilidade de protesto eletrônico. Um exemplo: o serviço da Vodafone, operadora de telefonia móvel com 26 milhões de clientes no país, enviou mensagens de texto (SMSs) favoráveis ao governo durante a crise atual.
A operadora emitiu um comunicado esclarecendo não ter culpa no envio das mensagens, já que a Lei de Telecomunicações egípcia confere à agência regulatória do país o direito de enviar os SMSs em caso de emergência. Mas, enquanto se exime de responsabilidade na nota oficial, a Vodafone mantém sua marca como patrocinadora do portal governamental egípcio.
Agora, ao outro lado da moeda. Apesar das limitações claras, o ceticismo total em relação à força da internet nos protestos também é descabido. Há quem apele para comparação com revoluções e protestos anteriores, algo como “não havia internet em 1917 e os russos fizeram a revolução”. Do ponto de vista objetivo, a frase é perfeita. Mas o sentido dado a ela é distorcido.
Ainda utilizando os números de acesso ao Facebook no Egito, 50% dos perfis no país pertencem a jovens entre 18 e 24 anos. Abrindo a faixa de idade para até 34 anos, tem-se 78% dos usuários da rede em território egípcio. Ainda que com alcance restrito, o Facebook é uma ferramenta de mobilização e contato com o mundo para uma parcela importante da população.
Tecnologia e redes sociais têm, no entanto, funções bem mais relevantes do que apenas mobilizar e chamar às ruas. A transmissão de informações em formatos diversos é parte deste processo. Entrando na onda de memórias de revoltas passadas, é interessante comparar o que ocorre na Praça Tahrir, no Cairo, ao que se passou na Praça Tian’anmen, Pequim, em 1989.
Enquanto os manifestantes se concentravam na praça chinesa exigindo a abertura democrática do país, paramilitares passeavam pelos hotéis e prédios das redondezas confiscando as pesadas câmeras de vídeo e os igualmente pesados equipamentos de transmissão. Em pouco tempo, o registro de imagens da praça foi quase totalmente restrito – exceção ao cinegrafista da agência France Presse que conseguiu esconder uma fita contendo a clássica cena do rebelde enfrentando os tanques. No conforto de um “apagão” jornalístico, soldados e paramilitares invadiram a praça em um dos massacres mais relembrados da história recente.
Voltando ao Cairo, 2011. Telefones celulares com câmera, gravadores e câmeras digitais ultra-compactas permitem registro permanente de imagens e sua transmissão pela internet (com repercussão imediata nas redes sociais). Se não impede totalmente a violência, tal cobertura “independente” constrange o governo Mubarak a evitar um massacre nos moldes de Tian’anmen. A Al Jazeera, emissora de TV do Catar, transmite, no momento em que escrevo, ao vivo da praça Tahrir. O sinal do site oficial caiu, mas a página da emissora no Facebook resolve esse problema, com o vídeo direto.
Repórteres também conseguem maior segurança com as tecnologias avançadas. O correspondente da Rede Globo, Ari Peixoto, e seu cinegrafista desistiram da câmera convencional quando a batalha na praça ficou mais intensa. As imagens exibidas nos principais jornais da emissora nesta quarta-feira 02 foram feitas com um mero celular. Peixoto era só mais um cidadão comum, ao lado de um amigo, filmando o evento histórico com seu aparelho de telefonia móvel. E ninguém os importunou.
Classificar os acontecimentos no Egito de Revolução do Facebook ou atacar ferozmente esta nomenclatura é pouco produtivo. Tratar a internet como algo que existe de forma separada, alheia à “vida real”, é a maneira mais eficaz de chegar a lugar nenhum neste debate. Assim como fica evidente o reforço dado pela conexão à rede e às mídias sociais, é prudente combater a ingenuidade e o sentimento de que uma “hashtag” no Twitter pode, de per si, mudar o mundo.
A briga no Egito é grande, vem de longa data e a web é mais uma ferramenta. É de bom tom lembrar que há inúmeros agentes políticos envolvidos, grupos, clérigos, diplomatas, espiões e governos. E estes não deixaram de existir e atuar nas sombras com o advento do Facebook e do Twitter. Os serviços secretos, os estrategistas de bastidores, os ideólogos de teocracias e outros agentes não abandonaram seus movimentos e precisam ser incluídos nesta conta. As peças do xadrez internacional não viraram, de uma hora para outra, apenas seus vizinhos de Farmville.

Fonte: Revista Caros Amigos

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Marcos Magalhães, em entrevista ao Jornal SerraNews fala sobre os projetos do Bloco Que Isso Aì? Para o Carnaval 2011


na foto, o fundador da Mangueira e baluarte do samba, Nelson Sargento, o presidente do MPAC Lélio e a diretoria do Bloco Que Isso Aí?

VAI COMEÇAR O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA...

Passado o Réveillon, inicia-se a expectativa de todos em relação ao Carnaval, considerado por muitos não apenas a maior festa brasileira, mas o maior espetáculo da Terra. De olho nos preparativos e novidades para o período, O Jornal SerraNews realizou entrevista com um dos responsáveis pela realização do Carnaval em nosso Município, que atrai turistas de diversas localidades, e que é referência de sucesso em toda a nossa região. Nosso entrevistado tem 28 anos, e consegue conciliar as funções de Professor n°. 1 da rede Estadual de ensino do Rio de Janeiro, estudante de Direito da UFRural RJ e pós graduando em Gestão Pública Municipal (UNIRIO), com a função de Presidente do Bloco Carnavalesco Que Isso Aí?, um dos Blocos responsável pelas maiores mudanças ocorridas no Carnaval de Miguel Pereira nos últimos tempos, e agora Ponto de Cultura do Rio de Janeiro. Em nosso bate-papo com Marcos Magalhães, descobrimos um pouco mais sobre as atividades do Bloco, e sobre o planejamento para o Carnaval 2011.

“Deixamos de ser apenas um Bloco, para nos tornarmos referência cultural do nosso Estado.”

“Somos simplesmente cidadãos comuns, apaixonados por nossa cidade, fazendo a nossa parte!”

“Para este ano, nosso meta será ainda, o de entidade 100% sustentável.”

1- Antes de falarmos dos preparativos para o Carnaval 2011, gostaria que fizesse uma retrospectiva das atividades realizadas pelo Bloco em 2010.
O ano de 2010 foi um ano muito bom para nós, ano de grandes conquistas. Afinal, além de termos feito nosso maior carnaval, através da parceria com o Miguel Pereira Atlético Clube, parceria esta que nos permitiu bater recordes de público do Que Isso Aí? e do Clube, e recordes de confecção e distribuição de abadás em Miguel Pereira, conseguimos assinar três convênios, de grande importância para o bloco e para o Município.
Firmamos convênio de cooperação técnica com a Fundação Educacional Três Rios (FETRI), tendo trazido um curso de qualificação profissional, curso de técnicas de vendas, para cá. O curso, que teve duração de 2 meses e carga horário de 80 horas, foi realizado com o apoio do Colégio Estadual Antônio Fernandes e do Conselho Empresarial de Miguel Pereira (CEMP). Para você ter uma idéia, em apenas dois dias, tivemos um total de 80 inscritos, o que demonstrou a necessidade e o desejo de crescimento profissional das pessoas.

2- E os demais convênios? São relacionados à que?
Nosso segundo convênio, firmado com o Governo Federal, através de parceria entre o Ministério da Cultura e Governo do Estado, tornou o Bloco Que Isso Aí? Ponto de Cultura. Aliás, este convênio realmente nos enche de orgulho. Um verdadeiro divisor de águas em nossa história, pois a partir da sua assinatura, deixamos de ser apenas um bloco, para nos tornarmos referência cultural do nosso Estado, ao lado de grandes entidades, como por exemplo, o CPC Gargarulho e Sociedade Musical de Miguel Pereira. Juntos, garantimos grandes recursos para atividades culturais em nosso Município.
Quanto ao nosso terceiro e último convênio, realizado junto à Secretaria Estadual de Cultura, assinamos há pouco. Para ser mais específico, assinamos no dia 30 de dezembro. Pegamos um engarrafamento enorme, de aproximadamente 4 horas, para chegar ao centro do Rio, muita gente viajando para o réveillon... e nós lá, na batalha! Mas tamanho sacrifício valeu à pena, pois permitiu-nos conseguir apoio para o Carnaval, além de termos ficado credenciados juntos ao nome de grandes entidades carnavalescas de todo o Rio de Janeiro, como por exemplo, Cordão do Bola Preta e Cacique de Ramos, o que foi muito positivo.

3- E o projeto Batuque Cultural? Alguma previsão de quando começa?
Estávamos aguardando autorização para alteração de nosso plano de trabalho, pois havíamos ampliado o número de participantes do projeto, de 100 para 200 jovens, ao longo de 3 anos. As inscrições terão inicio agora, 24 de janeiro, em nosso Escritório da Cultura, e serão contemplados jovens a partir dos 15 anos, que no contra-turno escolar terão aulas de percussão e de temas transversais, como meio ambiente, saúde, cultura e cidadania. O projeto ainda prevê a realização de 3 documentários, que terão como tema: o carnaval em Miguel Pereira, a história da cultura afro-descendente no município, e a própria História do Bloco Carnavalesco Que Isso Aí?, para exibições que serão abertas ao público e comunidades.
Também planejamos realizar até 2013, outros projetos, que incluem a criação de uma biblioteca comunitária, de um pré-vestibular social e de um projeto esportivo, que quem sabe, possa vir, além de proporcionar benefícios à vida dos participantes, talvez descobrir talentos esportivos locais para os Jogos Olímpicos de 2016.

4- O Que Isso Aí? surpreendeu a todos por seu crescimento meteórico. Você imaginaria que o bloco se tornaria uma “sensação” do carnaval em tão pouco tempo?
Nosso bloco só tem 7 anos de vida. Jamais poderíamos imaginar que cresceríamos de forma tão rápida. Somos apenas um grupo de jovens, nascidos e criados em Miguel Pereira... e que continuamos aqui por opção. Assim como nossos antepassados, que tanto colaboraram para construção do nosso município, também estamos tentando fazer a nossa parte, pois amamos muito isso aqui. Esse é o nosso objetivo! E por isso temos feito tantas atividades através do bloco, trabalhando muito e aprendendo muito também. Por exemplo, muito tivemos de aprender e estudar sobre gestão, produção cultural, planejamento estratégico e sobre empreendimentos sociais. Agora, estamos estudando a fundo a Lei nº 8666/1993, referente a licitações, para que no Ponto de Cultura façamos tudo de forma correta e transparente junto à sociedade. E é só por isso que funciona. Afinal, acreditamos que quando as coisas são feitas com dedicação, seriedade e humildade, tendem a dar certo.

5- Seria esta o segredo do sucesso do bloco?
Não sei se existe algum segredo, mas acho que as coisas devem ser norteadas por tais princípios. Cito como exemplo o evento que fizemos a pouco, comemorando os 80 anos do Miguel Pereira Atlético Clube, em que trouxemos o Nelson Sargento, fundador da Mangueira, e maior ícone vivo do samba. Nunca havíamos feito um evento daquele tipo, evento de mesa... e apesar das dificuldades, foi um grande sucesso de público, e as pessoas, de forma solidária, perceberam a nossa intenção, e entenderam a importância do evento, que foi um importante registro e celebração daquele momento histórico para o MPAC e também para o município. Outra situação que me vem a minha memória é a de quando, em virtude das atividades que desempenhamos, fui selecionado entre lideranças jovens de todo Estado para ir à Brasília, no começo de 2010. De repente, lá estava eu, cidadão comum, não possuidor de qualquer cargo político, representando meu município em pleno Congresso Nacional, debatendo e discursando sobre políticas públicas para Juventude. Quantos tiveram essa oportunidade? Quantos terão? O Que Isso Aí é mais ou menos isso, somos simplesmente cidadãos comuns, apaixonados por nossa cidade, fazendo a nossa parte!

6- Qual a expectativa em relação ao Carnaval deste ano? Teremos mais surpresas e novidades para esse ano?
A expectativa é a melhor possível! Estamos trabalhando a todo vapor, para proporcionar um grande Carnaval para nossa cidade. A parceria de sucesso com o Miguel Pereira Atlético Clube continua, e por isso temos de agradecer ao presidente Lélio e ao Conselho do Clube, que mais uma vez confiaram na seriedade do nosso trabalho. Também confirmamos o cantor Bruno, um dos ícones do nosso Carnaval, novamente integrando o nosso time de intérpretes. Quanto às novidades, teremos uma muito legal. Desde 2003, o Bloco Que Isso Aí? sempre lança atividades sociais que ocorrem junto ao nosso Carnaval. Por exemplo, há 3 anos criamos os ensaios solidários, onde arrecadamos alimentos e donativos para as instituições de caridade da região. Para este ano, além da arrecadação de donativos para às vítimas da chuva, que realizaremos nos ensaios, nossa meta será ainda, o de entidade 100% sustentável, de forma que cada pessoa que venha a adquirir o abadá 2011 do Bloco receberá sementes, tendo como objetivo o estímulo ao plantio e a realização de ações sócio-ambientais positivas.
Também teremos muitas outras atrações e surpresas, que serão reveladas aos poucos, no decorrer dos nossos ensaios e durante o Carnaval. Maiores informações a partir do dia 12 de fevereiro, quando realizaremos nosso primeiro ensaio, na FENART, em um evento imperdível, com apresentação do cantor Naldo, que agora com banda, fará show inédito na região. Também teremos muitas outras atrações, djs convidados e a Banda Mikerê, sucesso de público nas principais micaretas do Brasil, JFFolia, VRFolia.... contamos com a presença de todos, pois realmente será um evento muito legal!

7- Chegamos ao final da nossa entrevista. Se quiser deixar alguma mensagem aos nossos leitores...
Quero agradecer a oportunidade de poder falar ao Jornal Serranews, como também quero deixar registrado o agradecimento à Distribuidora Central de Bebidas, a Taberna do Barão, Supermercado Fernandes, Cia do Produtor, Helver, Farmadream, Restaurante Maria Fumaça, Vilec Material de Construção, Motobike, Regional Rent a Car, Salgadinhos Tia Leda, Cyberinfo, Selaria São Pedro, Clinlab, Loja da Dona Cândida, Sigma, ao Conselho Empresarial de Miguel Pereira e ao Sindicato do Comércio, pois todos merecem homenagem pelo apoio às atividades culturais desenvolvidas nestes 7 anos do Bloco. Aproveito para também agradecer, à Secretaria de Educação, Cultura e Esporte pelo apoio ao espetáculo teatral “Comédias Urbanas”, que a pouco trouxemos para cá, e o apoio do Conselho Tutelar e do Comissariado de Menores, sempre nos orientando para que a organização de nossos eventos esteja de acordo com as normas legais. Agradeço também à Secretaria de Turismo, à Polícia Civil, a Polícia Militar e Guarda Municipal, que tem sido incansáveis na organização de um carnaval de paz e tranqüilidade, e principalmente a Prefeitura Municipal de Miguel Pereira, pelo suporte dado, às entidades carnavalescas e ao Carnaval de rua, atuando de forma séria e justa, ao dar tratamento igual a todos os blocos do Município.
No mais, fica o convite a todos para que passem o Carnaval em Miguel Pereira! Venham, caiam na folia conosco! Divirtam-se no Que Isso Aí? e em todos os blocos do município, pois juntos, faremos do Carnaval miguelense, mais uma vez, um dos melhores “Carnavais” do mundo!!!

Fonte: Jornal SerraNews

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Bloco Que Isso Aí prepara mega comemoração para celebração dos 80 anos do Miguel Pereira Atlético Clube


O Bloco Carnavalesco Que Isso Aí?, Ponto de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, tem a honra de convidar para a comemoração dos 80 anos do Miguel Pereira Atlético Clube. Afinal, para todos nós, é impossível falar do MPAC sem que não nos venha a memória à lembrança de algum momento que tenhamos vivido no Clube, uma vez que sua história se confunde com a de todos nós, e principalmente com a de Miguel Pereira, que sempre teve sua vida esportiva, cultural, política e social ligada ao MPAC.
Sendo assim, na comemoração dos 80 anos do Miguel Pereira Atlético Clube, você é o nosso maior presente!
Por esse motivo, vimos por meio desta convidá-lo a participar da nossa celebração, que será realizado neste sábado, 11 de dezembro, a partir das 21h, através de um grande, sucesso de público em todo Rio de Janeiro, que, que trará oportunidade únicas de lazer, entretenimento e cultura a todos nós. É ele:
11/12- NELSON SARGENTO E CONVIDADOS - Contemporâneo de Cartola, Nelson Cavaquinho e Carlos Cachaça, Nelson Sargento sempre teve seu nome ligado à Estação Primeira de Mangueira, onde foi o introdutor da ala dos compositores nos anos 50. Em seu repertório, fazem-se presentes: “Exaltação à Mangueira”, “Folhas Secas”, “Alvorada” e seus grandes sucessos “Falso Amor Sincero”, “Vai Dizer a Ela” e o famoso “Agoniza Mas Não Morre", que se tornou um hino de resistência da cultura do samba carioca. Aos 86 anos, Nelson Sargento, “cidadão do mundo” (forma como é carinhosamente chamado em virtude do grande sucesso de suas músicas no exterior), apresenta-se com grandes músicos da nossa região, em uma super roda de samba, no salao nobre do MPAC, marcando assim tal comemoração, e proporcionando um momento inesquecível a todos o presentes, ao Clube ao nosso município.
Sendo assim, neste momento tão marcante na história do Miguel Pereira Atlético Clube, contamos com sua presença, como nosso CONVIDADO VIP. Afinal, sua presença engrandecerá essa importante celebração, honrando-nos com sua notável presença. E por isso, já disponibilizamos uma mesa (com quatro lugares), para que possamos ter o privilégio de comemorar este momento tão especial em sua companhia.
No mais encerramos, agradecendo à atenção prestada, e também na expectativa de que possamos ser agraciados com sua presença em nosso evento. Fica nosso telefone de contato (24-92354024/ 24-81173127), para que possamos elucidar quaisquer dúvidas, e para que também possamos confirmar a sua presença na Comemoração dos 80 anos do Miguel Pereira Atlético Clube.

Atenciosamente,

Bloco Carnavalesco Que Isso Aì?, Ponto de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

domingo, 7 de novembro de 2010

Que Isso Aí? traz qualicação profissional para Miguel Pereira


A Associação Cultural Que Isso Aí, através de mais um ação em prol do município, celebrou convênio com a Fundação Educacional Três Rios (FETRI).
Tal parceria, que tem como objetivo a cooperação técnica e educacional entre as entidades, possibilitou a disponibilização de cursos gratuitos de qualificação para profissionais da região.
O primeiro, de técnicas de vendas, que está sendo realizado no Colégio Antônio Fernandes, teve um total de 76 inscritos em apenas dois dias, demonstrando o desejo de capacitação das pessoas, em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo.
A aula inaugural teve a presença do subsecretário de Educação de Três Rios, Ary Rocha Faria, e do representante da FETRI, professor Adauto de Oliveira. Durante a cerimõnia, o presidente da Associação Que Isso Aí, Marcos Magalhães ressaltou a importância desta ação inédita, expondo o grande papel desempenhado pela FETRI, como entidade responsável pela vinda da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e de mais 4 universidades para nossa região, também agradecendo o apoio educacional do Colégio Antônio Fernandes e do Conselho Empresarial de Miguel Pereira (CEMP).

domingo, 3 de outubro de 2010

Reeleito, Cabral agradece voto de confiança e promete mais três UPPs este ano


"Quero agradecer a população por esse voto de confiança e aos partidos que compuseram nossa aliança. Esse resultado só nos anima", disse Cabral, após a divulgação do resultado.

Eleito para mais quatro anos de mandato à frente do Estado do Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral (PMDB) agradeceu o que chamou de “voto de confiança do povo do Rio de Janeiro” e prometeu ainda para este ano mais três novas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na capital fluminense.

“Teremos mais conquistas ainda este ano com a nova UPP no morro dos Macacos, e adjacências, [morro da] Mangueira e todo o seu entorno e ainda o morro de São Carlos”, afirmou o governador reeleito, em entrevista coletiva no Palácio das Laranjeiras, sede do governo na zona sul da capital, onde acompanhou a apuração das urnas.
Todas as comunidades citadas por Cabral ficam na zona norte do Rio de Janeiro. O morro dos Macacos, inclusive, foi o local de confronto entre a Polícia Militar e traficantes, que derrubaram, inclusive, um helicóptero da corporação num conflito que deixou dezenas de mortos em outubro do ano passado.
A pacificação das comunidades do Rio de Janeiro foi a grande bandeira de campanha de Sérgio Cabral nesta eleição, quando prometeu que não haveria mais território dominado pelo poder paralelo em todo o Estado. “Esse é um comprometimento do meu governo. Vamos ainda avançar sobre [o complexo] de Manguinhos, no [complexo do] Alemão e também sobre o complexo da Maré”, prometeu.

“As pessoas têm que entender que se não houver paz, tudo o que fizermos por saneamento, educação, saúde, estará incompleto. O povo de Niterói também pode esperar, vamos chegar até o morro do Palácio, do Estado. Vamos chegar em São Gonçalo também.”, completou.

Rio de Janeiro mais forte

Na companhia do vice-governador reeleito, Luiz Fernando Pezão, do atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do senador Francisco Dornelles (PP), Cabral reafirmou ainda o seu apoio a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, sua principal aliada na disputa.

“Quero avisá-la que nós estaremos aqui no Rio, seremos mais fortes ainda na disputa”, afirmou Cabral, que ainda agradeceu ao presidente Lula, seu principal parceiro na união entre governo estadual e federal. “Quero dar um abraço e agradecer ao presidente, que conclui oito anos muito querido por todo o Brasil e pelo povo do Rio de janeiro”, declarou.
Ao longo de sua primeira gestão, o governador eleito teve em Lula um grande aliado, ao lado de quem colheu os dividendos políticos da indicação do Rio de Janeiro para ser sede das Olimpíadas de 2016.

Biografia

Sérgio Cabral Filho nasceu em 27 de janeiro de 1963 no bairro do Engenho Novo, zona norte do Rio de Janeiro. É filho da professora Magaly Cabral e do jornalista Sérgio Cabral, que em 1969 foi um dos fundadores do jornal "O Pasquim", de oposição à ditadura militar. Na adolescência, viveu rodeado por músicos e artistas como Cartola e Nelson Cavaquinho, próximos de seu pai, que também foi um dos fundadores do Teatro Casa Grande. Iniciou sua atuação política no final dos anos 70, quando militava pelo Partido Comunista. Em 1981, foi expulso do colégio Mallet Soares por organizar um grêmio estudantil e, no ano seguinte, filiou-se ao PMDB, onde trabalhou pela eleição do pai à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Em 1984, assume seu primeiro cargo público: diretor de operações da Turisrio (Companhia de Turismo do Rio de Janeiro).
Em 1990, foi eleito para o primeiro de três mandatos como deputado estadual no Rio de Janeiro. Em 2002,conquistou uma vaga de senador pelo Estado. Em sua trajetória parlamentar, notabilizou-se pelas propostas em defesa do idoso, como o Estatuto do Idoso. Em 2006, venceu a disputa para o Palácio Laranjeiras, sendo reeleito agora com essa expresiva votação

Fonte: Uol Eleições

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Valeu esperar...Bloco Que Isso Aì?, Ponto de Cultura do Estado



"Um momento muito importante para nós e para a história do nosso município", afirmou Marcos Magalhães, durante a assinatura do Convênio n°127/10 entre o Bloco Carnavalesco Que Isso Aí? e a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro que transformou a entidade em Ponto de Cultura do Estado através do Projeto Batuque Cultural, que atenderá a jovens do município com aulas de percussão, saúde e meio ambiente, cultura e cidadania.
Tais ações credenciam a entidade entre as grandes organizações culturais do Rio de Janeiro, em virtude de suas ações e empreendimento sociais em Miguel Pereira e região.

domingo, 15 de agosto de 2010

Juventude brasileira conquistou o dreito a ter políticas públicas específicas


O presidente Lula reafirmou o seu compromisso com os jovens brasileiros ao assinar, nesta quinta-feira (12/8), decreto que convoca a 2ª Conferência Nacional da Juventude, entre os dias 8 e 11 de setembro de 2011. O evento ocorreu na data em que se comemora o Dia Nacional da Juventude -- e 2010 foi instituído pela ONU como o Ano Internacional da Juventude. Em discurso, Lula disse que os jovens do País são prioridade de governo.

“A juventude venceu uma parte dos desafios de mostrar que é um segmento social com direito a políticas específicas que atendam suas necessidades”, disse o presidente, lembrando o marco histórico que foi a aprovação da PEC da Juventude, promulgada em julho deste ano e aprovada por unanimidade no Congresso Nacional. “Graças a esta emenda, o termo ‘jovem’ passa a constar no capítulo de direitos e garantias fundamentais da Constituição Federal, assegurando à juventude direitos que já foram garantidos constitucionalmente às crianças, aos adolescentes, aos idosos, indígenas e mulheres.”

Para Lula, uma vez que pauta da juventude foi instituída como política de Estado, não poderá ser excluída do programa dos próximos governos. “Se cada governante fizer uma parcela, um pouquinho, a gente pode chegar daqui a alguns anos e ter cumprido as necessidades de atendimento da juventude brasileira”, afirmou, lembrando que seu governo deu atenção especial à educação, principalmente ao ensino superior (com a criação de 14 universidades) e técnico (em oito anos, criou 214 escolas técnicas -- o Brasil tinha até 2003 apenas 140).

O presidente ressaltou ainda que as conferências nacionais foram um dos instrumentos de seu governo para consolidação de uma convivência democrática “em um momento histórico em que nem o Estado nem o governo têm medo de conversar com a sociedade”. Lula lembrou que houve muitos governantes que tinham medo de falar com a sociedade porque governavam apenas para uma parcela das pessoas. “Nós construímos uma relação sadia, pelo fato de tratarmos as pessoas com respeito. Esta relação com a sociedade brasileira era um dos sonhos que eu tinha, um dos legados que eu queria deixar”, avaliou.


Marcos Magalhães representa o Rio de Janeiro no ENED 2010

Realizou-se em Brasília, entre os 12 e 17 de julho, o Encontro Nacional de Estudantes de Direito, maior evento dá area, que reuniu graduandos de Direito das mais diversas universidades do nosso Brasil. O tema principal deste ano foi a relação entre o Direito, a razão e afetividade, tendo ocorrido ainda, diversas palestras, debates e oficinas de temáticas referentes ao curso.

O jovem Marcos Magalhães se fez presente, representando o Rio de Janeiro, como aluno da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Na mesma ocasião, o jovem participou de manifestação estudantil em frente ao MEC, tendo ainda participado de Seminário sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, realizado por todos os candidatos a vice-presidente, e mediado pelo Ministro da Igualdade Racial, Edson Santos.

Após o seminário, o jovem foi recebido pelo senador Paulo Duque (PMDB-RJ) em seu gabinete, onde ganhou de presente, seu novo livro, “A defesa de Tirandentes”.


sábado, 14 de agosto de 2010

No dia do azar, Dilma e Cabral recebem boa nóticia

Ontem foi sexta-feira, dia 13, do mês de agosto – uma combinação supostamente consagrada ao azar, segundo os supersticiosos. Mas para Dilma Rousseff e Sérgio Cabral, candidatos apoiados pelo presidente Lula, foi um dia de muita alegria. E dia de alegria também para todos que apoiamos suas candidaturas, pois ambos podem vencer a eleições no primeiro turno.

Dilma está a apenas 3 pontos de derrotar, ainda no primeiro turno, o tucano José Serra, candidato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. É o que mostra pesquisa do Instituto DataFolha, divulgada pelo Jornal Nacional da TV Globo. Foi a primeira vez que Dilma bateu em Serra no DataFolha. Na pesquisa anterior, Serra tinha 37% e Dilma 36%, Agora, a candidata do presidente Lula subiu 5 pontos – foi para 41% -, enquanto o tucano caiu 4 pontos – está com 33%. Marina Silva (PV) manteve os 10% nas duas pesquisas. Na simulação do segundo turno, Dilma tem também 8 pontos de vantagem (49% a 41%), mas computando-se apenas os votos válidos a petista está a 3 pontos de ganhar no primeiro turno. Detalhe importante: a pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 12 de agosto, com 10.856 eleitores em 382 municípios, e já reflete o primeiro debate da TV, realizado pela Band.

O governador Sérgio Cabral subiu mais 4 pontos em relação ao mês passado e caminha para reeleger-se no primeiro turno. Cabral (PMDB) está com 57% das intenções de votos, contra 14% de Fernando Gabeira (PV), que caiu 4 pontos. O candidato de Garotinho, Fernando Peregrino (PR), tem apenas 1%.

FONTE: Blog do Gustavo Tutuca

Moradores de rua são "invisíveis" para sociedade


Escritor se passa por morador de rua e relata, experiência de quem vive essa realidade.

Durante quase dois anos, o jornalista e escritor Tomás Chiaverini percorreu as ruas de São Paulo e conviveu de perto com a situação dos moradores de rua da capital. Fez contatos, acompanhou ações da prefeitura, e se disfarçou de mendigo antes de ser recolhido em albergues e passar a noite com os moradores de rua do centro da capital.

Os relatos sobre a experiência deram origem, em 2007, ao livro Cama de Cimento. Com a experiência de quem viveu a situção na pele, Chiaverini diz que a sensação é de violência real nas ruas da capital. Segundo ele, durante a noite há sempre a tensão diante da iminência de uma possível agressão.

Após analisar o levantamento feito pela Fipe sobre a população de rua na cidade, ele diz ter ficado surpreso com o aumento de moradores nessa situção nos últimos anos apurado pela pesquisa. Segundo ele, a sensação é de que nada do que está sendo feito resolve definitivamente o problema, já que esse aumento coincide com a pujança vivida pela economia no período.


A seguir, a entrevista:

iG - Chamou atenção o fato de durante esses anos ter crescido o número de moradores de rua em São Paulo?

Tomás Chiaverini - A estimativa que tinha em 2003 era que existiam 10 mil pessoas em situação de rua. Aumentou muito. E estranho aumentar tanto numa época em que a economia melhorou. Acho que isso é uma prova de que a política para essas pessoas não funciona. Parece que nada do que está sendo feito resolve definitivamente o problema. Conversei com pessoas muito sérias, gente que estudou o assunto a vida toda. Vi albergues muito bons, com espaço, programas de reinserção. Tem quem passa por esses lugares mais de três vezes e no fim sempre volta para rua. Mesmo a vanguarda da assistência social ainda se pergunta como fazer. Tem a questão econômica, que é fundamental. Mas se o problema for dinheiro, ele fica na casa de alguém e dá um jeito.

Para ir para calçada, não é só um componente econômico. Porque os motivos que levam as pessoas às ruas são diversos. Tem o catador de lata que não consegue voltar para casa com a carroça e acaba dormindo nela. Ou brigou com a mulher e nunca mais voltou para casa. Ou por causa das drogas, o álcool, pessoas que não são mais aceitas dentro de casa. Tem quem perdeu emprego de uma forma traumática, violenta. Ou ex-presidiário que não é mais aceito aonde veio. Sempre tem outra coisa além da questão financeira. Não adianta dar trabalho ou dinheiro. Falta outra coisa. Cada um tem uma falta diferente, e o mais difcil é saber como tratar histórias tão diferentes de forma a não generalizar. Para alguns vai ser preciso tratar do alcoolismo. Já outros precisam de psicólogo.

iG - O que acha dos moradores e comerciantes que se mobilizam para não dar ajuda nem comida a essas pessoas?

Tomás Chiaverini - Não adianta não dar comida. Que precisa tirar essas pessoas da rua precisa. Mas não tirando o pouco conforto que você ainda tem que elas vão ser ajudadas. Você pode resolver o seu problema, e não o delas. Porque elas vão para outro lugar. Comida e abrigo são questões emergenciais e é preciso impedir que elas morram de frio ou de fome. Essa é a primeira coisa. Depois se pensa em tirá-las da rua. Suspender a comida é como exterminar. É como dizer: vamos tornar a vida dessas pessoas insuportável. Vamos passar óleo na frente da loja, água pra em cima de quem dorme.

iG - Como foi dormir na rua durante sua experiência?

Tomás Chiaverini - Na verdade, não dormi nenhuma noite. É impossível dormir. É muita tensão. Algumas vezes estive junto com técnicos do Capes. Uma vez passei a noite embaixo do [viaduto] Glicério, e outra em um albergue. Dessa vez, me disfarcei e fui recolhido. Me mandaram para um albergue na rua Na Paes de Barros.

iG - A abordagem chegava a ser violenta?

Tomás Chiaverini - Em São Paulo, não muito. Li recentemente uma reportagem da revista Piauí [sobre a Choque de Ordem da prefeitura] e achei que no Rio a situação é mais violenta. Quando fiz o trabalho, entre 2005 e 2006, as pessoas perguntavam quem estava interessado em seguir para o albergue. Quem estava ia, quem não estava, ficava.

iG - Por que muitos não vão para esses albergues?

Tomás Chiaverini - Muitas vezes porque você não pode levar grandes pertences. Mala de mão, sim. Agora, carroça e cachorro não podem levar. E as pessoas não queriam deixar eles de fora. Fizeram, no governo Marta [Suplicy, prefeita entre 2001 e 2004] uma experiência no Projeto Oficina Boracia, com lugar para deixar carroçaa e animais. Mas depois me parece que mudou o perfil desse albergue.

Outra coisa que muitos me relatavam era que o rompimento dessas pessoas com a sociedade, antes de ir para as ruas, foi tão forte que eles acabam não se adaptando às regras do albergue. Na rua você vive num cotidiano de total liberdade, apesar de privado do conforto da vida moderna. Essa noção de liberdade e ruptura com a vida em sociedade não se encaixa na realidade do albergue, que tem regra para tudo. Tem regra para tomar banho, para jantar, para acender a luz, para sair do quarto. Tem fila pra tudo. É um esquema de quartel.

Outra coisa: muitos querem mesmo ser recolhidos, principalmente em época de frio. Até para evitar que morram. Agora, eles são levados para onde tem vaga. Então, quem vive na região da Praça da Sé pode ser levado para um lugar a 30 km dali. E, no dia seguinte, não tem vaga garantida para esse albergue e ele vai ter que voltar. Muitas vezes sai de lá de ressaca, não sabe onde está, não tem dinheiro pra voltar para aquela sua comunidade com quem mantém relação, seja com o dono da padaria, com o cara que deixa ele dormir no posto, debaixo da marquise ou mesmo com os conhecidos que o protegem.

iG - Quando você dormiu no albergue, te pediram documento?

Tomás Chiaverini - Quando fui, estava sem nada. Disse que tinha perdido. Não existe muito controle sobre isso. Uma coisa interessante é que dei outro nome quando entrei porque tive medo que um técnico do Capes me reconhecesse. Antes, tinha passado uma noite acompanhando os trabalhos dele, e ele sabia que eu fazia esse livro. Foi a mesma pessoa que me recolheu entre os moradores de rua. Ele não me reconheceu.

iG - Como era o lugar?

Tomás Chiaverini - Era razoável. Entre os albergues, tem muita discrepância. Muitos são geridos por ONGs e alguns são altamente confortáveis, com cama bem arrumada, banheiro limpo. Eu fiquei num quarto com oito beliches, cama limpa para dormir e um mínimo de higiene. Durante o trabalho, visitei mais de dez. E dormi, disfarçado, em um.

iG - E como foi dormir na rua de fato?

Tomás Chiaverini - É muito tenso. Não preguei o olho. Todo mundo que mora na rua tem histórico de agressão, seja pela polícia, seja pelo boyzinho que quer fazer graça ou mesmo com os colegas.

iG - A pesquisa aponta que as brigas entre eles são as formas mais comuns de violência nas ruas. Por que isso acontece?

Tomás Chiaverini - Geralmente por bebida ou por drogas. O que acontece nesse espaços, e isso a pesquisa não consegue mostrar, é a forma como o tráfico usa a população de rua como disfarce. Frequentei o Glicério quase diariamente durante dois meses. Mas durante o dia. E entrevistei todo mundo que morava lá. Quando ganhei confiança, resolvi dormir no mesmo lugar. Mas à noite não vi aquelas pessoas que eu conhecia. Vi só o tráfico, gente que ia à noite vender crack naquele lugar. Isso acontece porque as pessoas não chegam perto de moradores de rua quando veem todos juntos, com aquelas fogueiras queimando. Ninguém passa lá. A sociedade vira o olho. um espaço ideal para quem quer vender ou consumir o crack. Quem mora ali dorme antes da meia-noite. Toma sua cachaça e dorme. Mas a uns 30 metros deles fica só quem vende o crack. Esses não dormem. Então você vê muita discussão entre eles, muita gente querendo roubar quem morava ali. A ameaça estava o tempo todo por perto. Me orientavam para guardar a carteira na cueca, dormir com o tênis debaixo da cabeça. Sempre tem um "noia" rondando, querendo roubar a esmola que você conseguiu.

iG - Sentiu medo da polícia?

Tomás Chiaverini - Embora haja suspeitas de assassinatos cometidos por policiais contra moradores de rua, como naquele caso em 2004, só vi policiais passando perto dos moradores sem muita aproximação. Eram como os outros pedestres: eles não te olham. Não vão parar uma viatura pra te revistar.

iG - E a Guarda Civil?

Tomás Chiaverini - O problema da Guarda Civil são os rapas. Isso eles faziam. Chegam com caminhão de lixo, pegam tudo e colocam no caminhão. Não vi acontecer, mas ouvi muitos relatos.


FONTE: Pichonelli, Matheus. iG

segunda-feira, 14 de junho de 2010

15 RAZÕES PARA NÃO VOTAR NO EX-GABEIRA


E-mail de outubro de 2008, ainda bem atual
From: Sonia Montenegro
Date: 2008/10/9
Subject: 15 razões para não votar no Gabeira
To: Sonia Montenegro

1- Gabeira é o candidato do César Maia, ou seja, mais um mandato desta praga do DEMo.

Mas vamos recapitular a sua história:

2- O Gabeira era do PV. Como suas votações vinham em constante declínio, percebendo que não seria fácil se eleger pelo PV, se bandeou para o PT, um fato no mínimo estranho porque no Congresso, ele sempre votou com a base aliada de FHC, com o bloco PSDB, Arena/PDS/PFL/DEMo. Por suas afinidades, deveria ter ido para um desses partidos com os quais tinha mais afinidade, porém o Lula estava em ascensão, portanto tiraria melhores proveitos no PT.

3- Nesta época, Gabeira não se preocupava com a corrupção, porque votou favoravelmente à reeleição de FHC, mesmo com as denúncias comprovadas por gravações, da compra de votos de parlamentares. Depois, questionado, disse que na época não se preocupava tanto com este problema, mas que depois achou que deveria dar a sua contribuição, como se, como representante do povo não fosse uma obrigação denunciar a corrupção.

4- Gabeira votou a favor da flexibilização da Lei do petróleo, que agora permite que grandes empresas multinacionais queiram meter a mão no nosso pré-sal, e mesmo diante de tantas denúncias da forma como FHC estava torrando as estatais brasileiras, votou com o governo, favorável à doação.

5- De bobo o Gabeira não tem nada, portanto ele sabia que para aparecer, tinha que puxar o saco da grande imprensa, e como ela SEMPRE foi contra o Lula, logo no início do novo governo, ele já começou a criticar, dizendo exatamente o que a imprensa queria ouvir, fazendo o jogo do ex-aliado arrependido, e então passou a ter grandes espaços no Jornal Nacional e outros programas.

6- Contra a vontade do governo, visando apenas prejudicá-lo, Gabeira, junto com a oposição, elegeu o Severino para presidir a Câmara. Após o resultado vitorioso da oposição ao Lula, entoou junto com eles o hino Nacional. Afirmava que iria moralizar a Câmara. Mas com o Severino? Será que ele ignorava a vida pregressa de seu colega? Difícil acreditar...

7- O Severino não correspondeu aos anseios golpistas daqueles que o elegeram, e aí então resolveram derrubá-lo. Infelizmente, o Congresso Nacional não tem por hábito punir seus membros por corrupção (exemplos não faltam), mas por razões políticas, e eclodiu o escândalo do presidente da Câmara, com retumbante destaque da mídia. Neste momento, a oposição, da qual Gabeira era membro atuante, ainda tentou responsabilizar o governo pela eleição do Severino, mas como se ele tinha sido eleito exatamente pelo voto deles? Quanta hipocrisia!!!

Quando o Severino já estava completamente desmoralizado, Gabeira chutou o cão morto, com direito a todos os holofotes que tanto preza, e que vem usando insistentemente em sua propaganda política.

"Ele fazia o discurso de um grupo restrito, o Posto 9 de Ipanema, era uma audiência muito pequena. Quando foi em cima do Severino, teve a atenção de todo o eleitorado brasileiro, estava falando para 100 milhões de pessoas", diz Ricardo Caldas, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB).

8- Fernando Gabeira, sub-relator da CPI dos sanguessugas (a que apurava a máfia de compras de ambulâncias superfaturadas), demonstrou não estar muito preocupado com a corrupção, quando ela incriminava membros aliados. O depoimento do Juiz Federal Julier Sebastião Rocha (MT) acusou o Senador Antero Paes de Barros (PSDB), de ter recebido recursos irregulares de João Arcanjo, condenado a 37 anos por crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, mas no relatório, Gabeira inocenta o senador. Pegou tão mal que uma semana depois, Gabeira se retrata em seu site, mas Antero já tinha se beneficiado. Pouco depois, Gabeira é capa da revista Veja, como guardião da ética na política brasileira. Mas que ética?

9- Quando o Gabeira, o Franklin e outros, seqüestraram o embaixador dos EUA no Brasil, Elbrick, além da troca de presos-políticos, exigiram que fosse divulgado um manifesto na imprensa, no qual denunciavam os horrores que rolavam nos porões da ditadura. Depois da anistia, quando voltaram os presos políticos do exílio, a imprensa atribuiu a autoria do texto ao Gabeira, até que muito tempo depois, decobriu-se que o texto era do Franklin. Quando perguntaram ao Gabeira por que ele não tinha desmentido, simplesmente disse que ninguém o havia perguntado.

10- Gabeira é o candidato da Globo e da Veja. Se lembrarmos que elas também apoiaram a ditadura, o ACM, o Collor, etc, conclui-se que o passado não lhes confere qualquer credibilidade em seus apoios políticos.

11- A propaganda da TV de Gabeira é enganosa. São citados inúmeros eventos, afirmando que, quando aconteceram, Gabeira estava lá. Pinochet derrubou Allende e inúmeras pessoas foram presas, torturadas e mortas. O golpe foi um retumbante sucesso, e se Gabeira estava lá, era porque tinha sido banido do Brasil, e não para impedir o golpe, como pretende fazer crer a propaganda. No caso do seqüestro do embaixador norte-americano, o Elbrick, segundo os demais participantes, o Gabeira teve uma atuação pífia. Alugou a casa que serviu de cativeiro do seqüestro, mas, desobedecendo a orientação dos líderes, comprou pizzas em local próximo ao cativeiro, facilitando aos militares a descoberta do local. Foi ainda responsabilizado por não cumprir a tarefa que lhe foi designada, de retirar o mimeógrafo de lá. Vale lembrar que um mimeógrafo naqueles tempos era tão incriminador quanto a posse de armas, uma vez que era o meio usado pela resistência à ditadura, para reproduzir e divulgar os seus informes.

Quando os crimes da ditadura foram julgados na Itália, a propaganda alardeia que Gabeira estava lá, fazendo parecer que ele estaria advogando em prol dos perseguidos pela ditadura. Mas Gabeira não é advogado. Estava lá como um simples espectador.

12- Se você tem horror ao crime organizado, saiba que foi Gabeira que ensinou aos criminosos comuns a prática de guerrilha, quando esteve preso na Ilha Grande, tirando proveito de obter a simpatia dos meliantes.

13- Gabeira votou favoravelmente à lei que atenua a punição dos latifundiários que mantêm empregados em regime degradante de semi-escravidão.

14- Mas para mim, o pior foi um episódio que EU VI: o Brasil conseguiu desenvolver uma tecnologia de enriquecimento de urânio muito melhor e mais eficiente do que a dos demais países. Aí então mandaram inspetores para fazer vistoria, naquela paranóia do "desenvolvimento de armas nucleares". Os técnicos brasileiros, cobertos de razão, não quiseram entregar o ouro, e deixaram à mostra a entrada e saída do urânio, cobrindo o segredo. Os inspetores tentaram forçar a barra querendo ver tudo, e a oposição convidou o ministro Celso Amorim, com a nítida intenção de desmoralizar o governo, que estaria fazendo tempestade num copo d'água, para uma sessão no Congresso, para explicar o grave erro que o governo brasileiro estaria cometendo. O Ministro Celso Amorim então afirmou que os técnicos brasileiros explicaram que o que era necessário inspecionar, estava à mostra, e que o que estava escondido era o processo que eles desenvolveram, totalmente desnecessário ao cumprimento da inspeção. País algum entrega a tecnologia que desenvolveu de graça, e que não via sentido do Brasil fazê-lo. Então o Gabeira diz: "Que besteira desse governo de criar problema internacional por causa de um segredinho. Que deixem ver tudo".

Em 1º lugar, não era o governo que fazia a exigência, mas os técnicos. Em 2º lugar, é assim? A gente tem que se sujeitar a tudo que os "países desenvolvidos" querem? O Plínio de Arruda Sampaio, ferrenho crítico do governo Lula, reconhece que a política externa está sendo conduzida com grande eficiência, trazendo maior soberania ao Brasil, perdida nos anos FHC.

Resumo da história, no embate entre os técnicos brasileiros e inspetores, nossos representantes saíram vitoriosos. Fácil é enganar os leigos, mas não os argumentos daqueles que conhecem verdadeiramente o assunto. Se insistissem, estariam reconhecendo que o objetivo era de fato espionar para roubar a tecnologia desenvolvida aqui, e tiveram que aceitar a forma de inspeção que o Brasil queria.

Vale dizer que o Brasil possui uma grande reserva de urânio, e que pode exportar o urânio enriquecido, trazendo divisas para o país. Neste dia, conheci um outro Gabeira: entreguista e subserviente às grandes potências.

"Sônia Montenegro"

15- O próprio candidato, já no ano de 2010, assumiu ser o ex-Gabeira, afirmando fazer uma campanha modesta ao governo estadual, quando na realidade, declarou junto à justiça eleitoral qe gastará o R$25 milhoes em sua candidatura. 25 milhões equivalem a 5 mega-senas?? Valor modesto???